Métricas importantes para medir a qualidade do software

A qualidade de um software vai muito além de ele simplesmente “funcionar”. Um sistema de qualidade é confiável, seguro, fácil de usar, escalável e capaz de evoluir sem gerar retrabalho excessivo. Para garantir isso, é essencial acompanhar métricas de qualidade de software, que fornecem dados objetivos para tomada de decisão, melhoria contínua e redução de riscos.

O que são métricas de qualidade de software?

Métricas de qualidade são indicadores quantitativos usados para avaliar características do software, como desempenho, confiabilidade, segurança e facilidade de manutenção. Elas permitem acompanhar a evolução do sistema, identificar gargalos e apoiar decisões técnicas e gerenciais.

1. Confiabilidade

A confiabilidade mede a capacidade do software de funcionar corretamente ao longo do tempo, sem falhas.

Principais métricas:

  • MTBF (Mean Time Between Failures) – tempo médio entre falhas

  • Taxa de falhas

  • Disponibilidade do sistema (%)

Quanto maior a confiabilidade, menor o risco de interrupções e perda de usuários.

2. Manutenibilidade

Avalia o quão fácil é corrigir erros, fazer ajustes ou evoluir o software.

Principais métricas:

  • Complexidade ciclomática

  • Tempo médio para correção de bugs

  • Facilidade de entendimento do código

Softwares com boa manutenibilidade reduzem custos e aceleram a evolução do produto.

3. Eficiência e Desempenho

Relaciona-se ao uso adequado de recursos e à rapidez das respostas do sistema.

Principais métricas:

  • Tempo de resposta

  • Uso de CPU e memória

  • Throughput (volume de transações processadas)

 Desempenho ruim impacta diretamente a experiência do usuário.

4. Usabilidade

Mede o quão fácil e intuitivo é utilizar o software.

Principais métricas:

  • Taxa de erro do usuário

  • Tempo para aprender a usar o sistema

  • Satisfação do usuário (NPS, CSAT)

Boa usabilidade aumenta adoção, retenção e percepção de valor.

Avalia a capacidade do software de proteger dados e resistir a ataques.

Principais métricas:

  • Número de vulnerabilidades

  • Tempo para correção de falhas de segurança

  • Incidentes de segurança registrados

Segurança é fator crítico para confiança e conformidade legal.

5. Testabilidade

Indica o quão fácil é testar o software para identificar defeitos.

Principais métricas:

  • Cobertura de testes

  • Número de testes automatizados

  • Defeitos encontrados antes da produção

Alta testabilidade reduz falhas em produção e retrabalho.

6. Portabilidade e Compatibilidade

Mede a capacidade do software de funcionar em diferentes ambientes.

Principais métricas:

  • Quantidade de plataformas suportadas

  • Esforço de adaptação para novos ambientes

  • Erros por incompatibilidade

Essencial para sistemas multiplataforma e escaláveis.

Conclusão

Medir a qualidade do software não é apenas uma prática técnica, mas uma estratégia de negócio. As métricas certas permitem decisões mais inteligentes, redução de riscos, melhor experiência do usuário e produtos mais competitivos.

Empresas que monitoram continuamente essas métricas conseguem evoluir seus sistemas com mais eficiência, previsibilidade e confiança.

Qualidade não é um custo. É um diferencial.

Tags
O que você achou?

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Leia também

Vamos dar o próximo passo?

Fale com um especialista e descubra como a Next pode transformar seu projeto.
Paid Search Marketing
Search Engine Optimization
Email Marketing
Conversion Rate Optimization
Social Media Marketing
Google Shopping
Influencer Marketing
Amazon Shopping
Explore all solutions